UOL Carros Salão de Paris 2008
 
23/10/2008 - 14h33

Paris tem novo recorde de público

Ainda faltava essa informação: o Salão de Paris estabeleceu novo recorde mundial de visitação a um autoshow, registrando público de 1.432.972 de pessoas até seu último dia de funcionamento (19/10). O número completo é importante porque ele supera em poucos milhares o recorde anterior, de 2006, também de Paris. A presença de 13 mil jornalistas de 92 países dá uma idéia do interesse mundial pelo evento.

13/10/2008 - 11h27

França dará milhões a carros verdes

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, visitou o Salão de Paris na semana passada e anunciou um aporte de 400 milhões de euros, em quatro anos, à indústria automobilística do país (ou seja, à Renault e ao grupo PSA - Peugeot Citroën). O dinheiro deve ser destinado à pesquisa e ao desenvolvimento de veículos "com níveis de emissão mais baixos", e não a um tipo específico de propulsão "verde", seja ela elétrica ou híbrida. A idéia é justamente não favorecer uma das marcas, já que a Renault prefere apostar na eletricidade, e a PSA acredita que o futuro está na combinação eletricidade + diesel.

E com esta nota encerramos a cobertura especial de UOL Carros para o Salão de Paris 2008. Agradecemos a audiência e a participação do internauta. Até o próximo!

10/10/2008 - 19h37

Salão chama táxis para os visitantes

De tendências minimalistas, o Hanomag Kommissbrot (foto ao lado) foi criado pela renomada escola alemã de arquitetura e design Bauhaus e produzido pela Hanomag entre 1924 e 1929. Com motor de apenas um cilindro, 502 cm³ e 10 cv de potência, atingia a velocidade máxima de 60 km/h. O inusitado Kommissbrot tem capacidade para dois passageiros e tornou-se um ícone alemão dos anos 20. Está exposto atualmente no Museu Tecnológico de Berlim, onde foi restaurado.

Viu? Táxi também é cultura. Mais sobre a exposição Taxis du Monde, abrigada no Salão de Paris, você pode ler aqui.

Manifestantes abalam o salão

AFP 

Sindicalistas e funcionários das montadoras francesas -- Renault e grupo PSA (Peugeot Citroën) -- invadiram nesta sexta (10) os pavilhões do Salão de Paris para protestar por melhores condições salariais e de trabalho. Na foto acima, os manifestantes usam o protótipo Ondelios, da Renault, como coadjuvante.

AFP

Acima, um momento de tensão entre manifestantes e a segurança do Salão de Paris. A confusão é no estande da Citroën -- o carro marrom no lado esquerdo da foto é um 2CV, exposto no local para fazer contraste com o C-Cactus, aposta de carro popular da marca para o futuro.

AFP

Parte dos manifestantes é ligada à CGT, uma das duas maiores centrais sindicais da França, ainda muito ligada ao PCF. Alguns manifestantes portavam faixas pedindo a elevação do salário mínimo em vigência no país, hoje de 1.300 euros, para 1.600 euros (em valores brutos). Este, aliás, foi um dos principais temas da disputa eleitoral entre Nicolas Sarkozy (direita, eleito) e Ségolène Royal (esquerda, derrotada) na campanha eleitoral de 2007. Pelo visto, nada mudou. E, de resto, o protesto dos trabalhadores franceses (antecedidos, no começo da semana, por manifestações menores do Greenpeace e dos empregados da Ford européia) serve para jogar ainda mais sombra num salão do carro realizado sob o signo das graves crises financeira e energética globais.

Prologue, o crossover da Peugeot


CLIQUE NA FOTO para ver mais imagens do Peugeot Prologue

A Peugeot mostrou em seu estande no Salão de Paris uma real novidade para sua gama: o Prologue em versão híbrida (diesel + motor elétrico). Exibido no motorshow parisiense ainda como conceito, o carro teve sua produção real anunciada pela marca francesa e deve estar no mercado europeu em 2009 (sua vinda para o Brasil é uma questão em aberto).

Será o primeiro crossover (que mistura vários tipos de carro; no caso do Prologue, SUV, monovolume e hatch) da Peugeot, num momento em que a tendência na Europa e na própria França é de rejeitar veículos de maior porte. Mas, por ser híbrido e compatível com a nova tecnologia HY motion4 (motor a combustão no eixo dianteiro e elétrico no traseiro), que deve virar padrão dos propulsores "verdes" da Peugeot até 2011 -- e que polui menos, claro --, o Prologue pode indicar um caminho interessante para a sobrevivência dos "carrões".

09/10/2008 - 16h47

Um superesportivo vindo dos games


CLIQUE NA FOTO para ver mais imagens do GTbyCITROËN

A Citroën apresentou em Paris um carro-conceito projetado pela turma que criou o game Gran Turismo 5, do Playstation 3. Chama-se GTbyCITROËN e tem vocação para as pistas, apesar de -- no mundo da fantasia -- ser dotado de um motor elétrico. UOL Carros não sabe nem ligar qualquer videogame mais complicado que o venerando Telejogo. Mas nossos parceiros explicam melhor o GT, aqui (Interpress) e aqui (Carsale)

Kia Soul na faixa dos R$ 70 mil


CLIQUE NA FOTO acima para ver outras imagens do Kia Soul

O Kia Soul, crossover de multivan, utilitário esportivo e hatch (a complexa descrição é de um executivo da marca, feita em Paris, durante a apresentação da novidade à imprensa), deve custar no Brasil em torno de R$ 70 mil, segundo UOL Carros apurou. A venda do Soul não depende da nova fábrica da marca no país: num primeiro momento ele será importado, dentro de uma cota de cerca de 20 mil unidades anuais produzidas na Coréia do Sul e reservadas para os mercados fora do eixo EUA-Europa-Ásia.

Com bom espaço interno e uma aparência tão esquisitinha que, depois de um tempo, passa até a ser simpática (talvez tenhamos sido duros demais com o Soul ao registrar nossas primeiras impressões, no calor da hora), o lançamento traz motor 1.6 16V com duplo comando no cabeçote, a gasolina, capaz de entregar 126 cavalos de potência e torque de 15,9 kgfm. O câmbio é de cinco velocidades, e a direção tem assistência elétrica. Se quiser ver o Soul de perto, dê uma passadinha no estande da Kia no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro. 

08/10/2008 - 16h58

Enquete: qual estrela de Paris mais tem a ver com o brasileiro

O Interpress Motor lançou uma nova enquete nesta quarta-feira para saber a opinião do internauta sobre "qual dos carros mostrados no Salão de Paris é o mais relevante para os brasileiros". São sete os candidatos listados e quase todos foram citados pelas próprias montadoras como candidatos a rodar pelas ruas do país, em maior ou menor tempo:

- O sedã Chevrolet Cruze
- A multivan Citroën C3 Picasso
- O hatch Fiat Bravo
- O compacto Ford Ka em sua segunda geração européia
- O revonado monovolume Honda Jazz, que dá a base ao nosso Fit (e já circula pelo interior de SP)
- O coreano Kia Soul
- O francês Renault Mégane, remodelado, nas versões hatch e cupê

Para votar, basta acessar a página da enquete e escolher seu favorito.

E ainda dá tempo de escolher também "a maior atração do salão parisiense", na enquete do Carsale, aqui.

Vídeo: Toyota tem três destaques

Em mais um vídeo do parceiro Carsale, a repórter Carina Mazarotto e o cinegrafista Vinícius Zucatelli apresentam os três lançamentos mundiais que a Toyota reservou para o salão parisiense. Estão lá a nova geração do sedã de alto luxo Avensis e o utilitário Urban Cruiser -- que mistura elementos de utilitários esportivos e de minivans, conforme apontou o Interpress Motor

Mas o principal destaque dos japoneses para o evento é o supercompacto iQ, de quase 3 metros de comprimento, que aparece em sua versão de produção e deve chegar ao mercado europeu equipado inicialmente com motor 1.0 a gasolina, de 68 cavalos e que produz apenas 99 gramas de CO2 por quilômetro rodado, por cerca de 13 mil euros. Confira o vídeo e reveja detalhes do iQ aqui.

07/10/2008 - 15h33

Escolha qual é a maior atração do salão

Com pouco mais de duas semanas de cobertura intensiva sobre o Salão de Paris -- e desde o dia 1º falando sobre as principais novidades do setor automotivo diretamente da França -- UOL Carros e os parceiros Interpress Motor e Carsale mostraram em primeira mão a estréia de modelos que têm tudo para chegar em breve ao Brasil, como o sedã Chevrolet Cruze e a multivan Citroën C3 Picasso, apresentaram as novas gerações para o mercado europeu de verdadeiros "campeões de audiência" como Volkswagen Golf, Ford Ka e Renault Mégane, passaram pelos estandes de grifes motorizadas e suas máquinas de sonho, como Ferrari com sua Califórnia e Lamborghini com o cupê Estoque, e ainda jogaram luzes sobre apostas como o compacto Audi A1 Sportback, o utilitário BMW X1, o elétrico Chevrolet Volt e a multivan Kia Soul, entre muitos outros modelos e conceitos.

A cobertura segue durante esta semana, mas chega o momento de saber o que o internauta acha de tudo o que já foi mostrado. Para isso, o Carsale pergunta: "Qual é a mais importante atração do Salão de Paris?" Entre na página da enquete e vote.

Renault Mégane e suas novas linhas em vídeo

A repórter Carina Mazarotto e o cinegrafista Vinícius Zucatelli, do parceiro Carsale, mostram o novo design do Renault Mégane, que chega às lojas da Europa em novembro, primeiramente nas versões hatch e cupê. Com linhas arredondadas, painel de instrumentos moderno e seis opções de motorização, o modelo ainda não tem data de comercialização no Brasil, como já apontado aqui no blog. O vídeo ainda traz a nova geração do utilitário Kangoo e o cupê Laguna.

Nova geração do Jazz revela o Fit

A Honda mostrou no Salão de Paris o novo Jazz, nome europeu para o nosso Fit. O modelo será exibido támbém no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro, e deve começar a ser vendido no Brasil ainda este ano. Quem hoje namora o Fit pensando em casamento (ou seja, a compra) pode esperar um pouco pela novidade, ou então contentar-se com o carro atual e tentar obter bons descontos na hora de fazer negócio...

Cláudio de Souza/UOL
CLIQUE NA FOTO para ver mais imagens do novo Honda Fit

O Fit ganhou linhas mais limpas em sua segunda geração. Isso é perceptivel principalmente no conjunto óptico dianteiro, que ficou menos bojudo e mais elegante. Cada farol conta com um canhão de luz principal de formato irregular que ocupa acima de 50% da área. As lanternas traseiras também encorparam e não apresentam recortes. A grade dianteira está mais "aberta" e o capô do motor possui dois vincos em vez de um. No geral, a impressão é a de que o Fit cresceu acima do que dizem os números: o carro agora tem 3,9 metros de comprimento, 5,5 cm a mais que antes. Por dentro há um novo painel, com indicador de consumo instantâneo semelhante ao do CR-V e proeminência para a área que reúne o sistema de som e os comandos do ar-condicionado. A sensação ao ocupar o habitáculo é de bastante espaço -- como no Fit atual. O entreeixos é de exatos 2,5 metros, um aumento de 5 cm.

O Fit europeu é oferecido com duas opções de motorização, o 1.2 i-VTEC de 90 cavalos (para a versão de entrada, a Elegance) e o 1.4 i-VTEC de 100 cavalos (disponível em três versões, Elegance, Executive e Luxury), ambos de 16 válvulas e a gasolina. Este último propulsor pode ser gerenciado pelo câmbio automatizado i-Shift. No Brasil, a gama atual do Fit oferece os motores 1.4 8V flexível e 1.5 16V a gasolina, além da transmissão automática do tipo CVT (continuamente variável) como opção para o trem de força maior. Nos próximos dias devem emergir mais detalhes do carro que será vendido no Brasil. Outra reportagem sobre o Jazz/Fit você lê aqui.

06/10/2008 - 20h13

Franceses compram carros como cidadãos

Os tempos que correm são de crise financeiro-econômica mundial, e a indústria automotiva não está blindada contra seus efeitos. Nos mercados mais maduros, o consumidor já vem dando mostras claras de que os dias dos carros gigantes e desperdiçadores de combustível estão contados. Isso não inclui, obviamente, o Brasil, onde ter SUV está virando uma espécie de obrigação para parte da classe média emergente. Mas inclui, sim, boa porção da Europa e, aos poucos, meio a contragosto, os Estados Unidos.

O texto completo está aqui.

Aqui se pode beber (um pouco) e dirigir

Você é dos que consideram a chamada "lei seca" brasileira dura demais? Acha um absurdo não poder tomar sequer um chope depois do trabalho sem viver a paranóia da multa, prisão e perda da habilitação? Aqui na França as coisas são um pouco mais relaxadas. Segue um panorama da "lei quase seca" local:

  • O máximo que um condutor de qualquer tipo de veículo (o que inclui até bicicleta e carroça puxada por animais) pode ter de álcool no sangue é 0,5 grama/litro.
  • Se o condutor for flagrado com álcool numa proporção de 0,5 a 0,8 g/l, toma multa de 135 euros (que cai para 90 euros se paga em três dias, ou sobe para 375 euros se não for paga em 30 dias).
  • Se a proporção for maior que 0,8 g/l, a multa dispara e vai a 4.500 euros; o flagrante pode dar dois anos de prisão ou uma pena de serviços à comunidade, além da suspensão da habilitação por três anos.

    Mas o que significam esses números? Uma empresa de seguros francesa, a Maaf, divulgou uma tabelinha com os valores presumíveis de álcool no sangue segundo a quantidade de bebida e o peso do bebedor. Considerando uma dose como 30 ml de uísque, ou 50 ml de aperitivo, ou 250 ml de cerveja, ou 100 ml de vinho:

  • Um homem pesando 80 kg pode tomar três doses e ainda se safar, ficando com 0,49 g/l -- se ele ingerir uma refeição junto com a bebida, pode arriscar quatro doses, chegando a 0,48 g/l. Já as mulheres que ingerirem apenas duas doses ficam à mercê da lei, pois apenas as de 65 kg para cima (supomos que sejam a minoria) vão ter menos de 0,5 g/l -- mas se houver uma refeição junto com a bebida, uma mulher de 50 kg ou mais pode ingerir três doses com certa margem de segurança.
  • Se o bebedor não se importar em pagar a multa de 90 euros e quiser tentar respeitar apenas o limite de 0,8 g/l, pode ingerir até cinco doses (caso tenha de 65 kg para cima), desde que se alimente também -- nessa situação, um homem de 80 kg deve registrar 0,6 g/l.
  • Note-se que beber cinco doses, no caso de homens de 100 kg para cima, não os coloca nem faixa dos 0,5 g/l: espera-se que essa quantidade de bebida gere neles uma proporção de 0,49 g/l. Já as mulheres dispostas a enfrentar o limite dos 0,8 g/l não poderão, de um modo geral, passar de três doses.

    A lei francesa da alcoolemia data de setembro de 1995. Segundo dados oficiais, em média de 1% a 2% dos motoristas franceses dirigem após o uso de álcool. Pouco? Pode ser, mas eles estão envolvidos em 19,1% dos acidentes com vítimas fatais na França.
  • Brilha uma (pequena) estrela



    A repórter Carina Mazarotto e o cinegrafista Vinícius Zucatelli, do Carsale, vão ao estande da Fiat no Salão de Paris e mostram sua grande estrela, o pequenino 500 (ou Cinquecento). O carrinho, sucesso de vendas na Europa, ganhou até uma réplica gigante, que serve para a diversão dos visitantes. O 500 estará na área da marca italiana no Salão do Automóvel de São Paulo.

    05/10/2008 - 17h49

    A festa nunca termina?

    O clima na Europa e nos Estados Unidos pode estar meio nublado, mas para a indústria automotiva brasileira o sol das vendas em alta ainda parece brilhar forte. Pelo menos a oferta de produtos indica isso. Tanto que poderemos ver nas lojas, muito em breve, modelos como Fiat 500, Mini Cooper e o Kia Soul feito no Brasil. No entanto, GM e Fiat sinalizam que nuvens negras estariam se formando. (por Interpress Motor, em Paris, e redação do Carsale)

    O caso Bravo/Mi.To

    Foi publicada aqui uma nota sobre o Fiat Bravo e o Alfa Romeo Mi.To contendo um erro de informação: o de que ambos os carros dividem a mesma plataforma. Vários leitores gentilmente apontaram o equívoco e lembraram, corretamente, que a plataforma do novo carro da Alfa na verdade é a mesma do Fiat Grande Punto (e também do Linea e do Opel Corsa de 2007). Pedimos desculpas a todos.

    Cactus, minimalista, vai virar realidade



    O carro na foto acima ainda não existe. Chama-se Citroën C-Cactus, e não é exatamente uma novidade: foi mostrado pela marca francesa no Salão de Frankfurt, em 2007. Só que naquela ocasião o conceito meio esquisito passou despercebido. Aqui em Paris isso mudou, porque a Citroën anunciou que vai trabalhar para transformar o Cactus em um produto real. É a grande cartada da fabricante francesa num "mercado incerto", como o caracterizou o presidente do grupo PSA (Peugeot Citroën), Christian Streiff.

    O C-Cactus é um carro "minimalista". A Citroën pensa em fazer dele o novo 2 CV, mais ou menos o equivalente francês do Fusca. Seria um carro feito com materiais ecologicamente corretos, e com cerca de 200 peças a menos que um modelo tradicional em carroceria hatchback. Isso corta custos e diminui a inevitável agressão ao meio ambiente -- que, na produção de carros, começa na fábrica, bem antes de eles rodarem soltando fumaça pelas ruas. Nada que não seja essencial, diz a Citroën, terá lugar no habitáculo do Cactus (por exemplo, esqueçam porta-objetos e talvez até mesmo o conta-giros no painel).

    Antes apresentado sem nenhuma perspectiva clara de motorização, o Cactus passa a ser trabalhado com três opções de propulsão: o novo motor 1.0 de três cilindros, a gasolina, que o grupo PSA já começou a desenvolver --  e que nos parece a mais realista e imediata; uma combinação híbrida de motores elétrico e a combustão, batizada de HYmotion2; e um motor exclusivamente elétrico, recarregável, que poderia ser usado em trajetos curtos, principalmente urbanos, devido à autonomia menor. Esse propulsor é adequado a uma realidade que as montadoras estão finalmente descobrindo: mais de 90% dos carros rodam no dia-a-dia em distâncias curtas, e geralmente com uma ou no máximo duas pessoas a bordo (o Cactus tem quatro lugares). Não dói nada usar um carro despojado para cumprir essa tarefa, em vez de um SUV com motor V8, certo?

    A Citroën não estipulou um prazo para que o Cactus deixe as pranchetas e os protótipos e ganhe uma versão de produção. Mas há pressa, inclusive no mercado interno. Como dissemos antes, até a venda de combustíveis na boca da bomba está caindo aqui na França (12,3% em agosto). De certa forma, quando a "voiture minimaliste" da marca dos chevrons for avistada nos boulevards parisienses, terá sido também uma conquista do consumidor.

    04/10/2008 - 08h29

    Vídeo: Honda mostra híbrido Insight

    A repórter Carina Mazarotto e o cinegrafista Vinícius Zucatelli, do Carsale, mostram novidades da
    Honda no Salão de Paris, entre elas, o híbrido Insight, que quer incomodar o
    bem-sucedido Toyota Prius. A cobertura completa do salão parisiense no Carsale,
    inclusive em vídeo, está aqui.

    Sábado de sol em Paris

    Depois de três dias meio nublados, garoa à la São Paulo e alguma chuva, Paris despertou para este sábado (4) sob um belo céu azul de outono, com sol, mas também um frio de 11 graus. E qual é o grande programa para hoje? Claro, ir ao Mondial de l'Automobile em seu primeiro dia de visitação geral. Mesmo 30 minutos após a abertura dos portões, às 10h, a aglomeração continuava na entrada:



    O ingresso para adultos custa 12 euros (por volta de R$ 30); menores entre 10 e 18 anos pagam meia. A maior parte dos visitantes chega ao pavilhão de exposições de Porte de Versailles de metrô -- há uma estação exatamente na porta (como na maioria das grandes cidades dos países desenvolvidos, todos os pontos de interesse de Paris têm um metrô bem perto). Muita gente também chega de ônibus e de tram, uma espécie de bonde. Quem vem de carro dispõe de um megaestacionamento subterrâneo.

    Mas esses são minoria. A crise da indústria automotiva mundial pegou a França também, onde, além da dor no bolso, o consumidor também sente a dor na consciência em relação ao meio ambiente. Em 2007, quase metade dos carros vendidos por aqui (cerca de 1 milhão de unidades) pertenciam às categorias de emissão de poluentes A, B e C -- ou seja, no pior caso emitem 140 gramas de CO2 por quilômetro rodado, índice perto do que é considerado o máximo aceitável na União Européia (120 g/km). De modo geral, também são carros mais baratos, e o comprador ainda tem um "bônus verde", um desconto garantido por lei, na hora da compra. O indicador mais claro da mudança de comportamento do motorista francês, no entanto, é a queda na venda de combustíveis, de 12,3% em agosto deste ano, contra o mesmo mês de 2007. Foi a maior da história.

    Mas não custa continuar sonhando com os bons e velhos carrões, não é mesmo? Exemplo disso é o estande da Mercedes-Benz, que estava assim às 10h45 deste sábado:



    O Salão de Paris fica aberto ao público até o próximo dia 19. Em 2006, recebeu mais de 1,4 milhão de pessoas, o que fez dele o mais visitado do mundo.

    03/10/2008 - 16h34

    Golf GTI, "conceito", fica para 2009


    CLIQUE NA FOTO para ver mais imagens do novo Golf GTI em Paris

    A Volkswagen apresentou no Salão de Paris o novo Golf, que chega à sexta geração com um aspecto que é praticamente uma adaptação para carroceria hatch do novo cupê Scirocco (que surgiu meses antes), embora alguns comentaristas tenham apontado que suas lanternas traseiras ficaram iguais às do jipão Touareg. Enfim, o carro é bem diferente do que temos no Brasil -- que, numa opinião muito pessoal, é mais bonito que a 5ª geração que sai de cena agora aqui na Europa. Mais sobre ele você assiste aqui.

    O curioso é que a Volks decidiu apresentar ao mesmo tempo em Paris o "conceito" Golf GTI, um termo meio deslocado, porque o que vimos aqui é praticamente o carro pronto, com interior real e até mesmo pneus autênticos. Claro: trata-se "apenas" de uma versão ainda por ser fabricada do carro convencional. A receita não tem muito segredo: por fora, grade dianteira (do tipo colméia) mais agressiva, frisos e detalhes em vermelho e preto, rodas maiores e carroceria 2,2 cm mais baixa; sob o capô, um motor 2.0 turbo de 210 cavalos, capaz de levar o carro a 240 km/h (0 a 100 km/h em 7,2 segundos). Para segurar tudo isso na pista, o programa de estabilidade ganhou mais refinamento no controle de tração, e a suspensão traseira, de sistema multilink, foi reforçada. Em relação ao primeiro Golf GTI, de 1976, o aumento na potência foi de 100 cavalos. Na velocidade final, são 58 km/h a mais.

    O novo Golf GTI já tem data para ser vendido na Europa: primeiro semestre de 2009 (mais precisamente, na primavera daqui). Um dia ele chega ao Brasil...

    Minicarro da Toyota dá para dois



    A Toyota mostrou dois carros novos aqui em Paris: o sedã Avensis, não comercializado no Brasil, e o minicarro iQ, uma espécie de resposta japonesa aos Smart, marca que pertence à Mercedes-Benz (e que em 2009 pode começar a operar no Brasil). O ponto mais fraco desse último -- que, aliás, é até bastante encontrável nas ruas européias -- é ter capacidade para apenas duas pessoas. Nem os ambientalistas acham ele tão interessante: como disse a UOL Carros um porta-voz do Greenpeace que protestava do lado de fora do Salão de Frankfurt 2007, o Smart é uma "motocicleta com teto"...

    A resposta da Toyota é o iQ, cujo trunfo é transportar quatro pessoas, pelo menos segundo a própria Toyota. O carrinho, de apenas 2,98 metros, surge equipado inicialmente com um motor 1.0 a gasolina, capaz de entregar 68 cavalos e produzir 99 gramas de CO2 por quilômetro rodado (120 g/km já é considerada uma marca aceitável). Depois deve vir um outro motor, este a diesel e mais potente, com 90 cavalos. Os preços começam em 12.980 euros, valor que não nos atrevemos a converter em reais devido à atual instabilidade financeira mundial (mas está claro que não se trata de um carro barato). Caso o cliente queira, pode desembolsar mais 1.100 euros e equipar o iQ com transmissão automática do tipo CVT. Vale lembrar que a Toyota já vende por aqui um minicarro semelhante, o Aygo, mas menos equipado e cerca de 4.000 euros mais barato.

    Mas a questão é: cabem quatro pessoas dentro do iQ? A resposta é: só se uma delas -- a que viajar no banco traseiro atrás do motorista -- não tiver pernas ou for contorcionista. O espaço para quem vai à frente é interessante quando há apenas dois ocupantes a bordo. Um terceiro ocupante pode se acomodar razoavelmente se ficar atrás do passageiro dianteiro: o painel frontal tem um engenhoso recuo, que permite um longo curso para deslizar o assento à direita do motorista. Mas então o passageiro dianteiro fica muito perto do painel e do pára-brisa e se sente -- no mínimo -- oprimido. Já o motorista nao tem como ajudar um eventual quarto ocupante -- o que vai atrás dele -- devido ao volante. Além disso, a altura interna é de apenas 1,50 metro. Com 1,71 metro, este repórter ficou com a cabeça raspando no teto quando sentou-se no banco traseiro.

    O iQ tem qualidades interessantes, como o bom acabamento interno e mesmo seu design exterior divertido (parece um pokémon). Além disso, tem nove airbags espalhados pelo habitáculo. Não que eles possam resolver alguma coisa no caso de uma pancada contra um SUV, mas enfim... E simplesmente não há porta-malas (mas o banco traseiro pode ser rebatido com facildade).

    Moral da história: o iQ serve para levar duas pessoas, ou três se elas forem muito amigas entre si. Ou então dois adultos e duas crianças pequenas. Mas quatro adultos, pelo que vimos, não cabem ali dentro de jeito nenhum.

    Aqui a China não teve vez

    No Salão de Detroit, em janeiro último, as montadoras chinesas tiveram um andar do Cobo Center, pavilhão de exposições do evento, reservado praticamente só para elas (era no subsolo, mas "exclusivo"). Na ocasião, um punhado de marcas, como BYD, Chang Feng e Geely mostraram seus produtos, numa ação de marketing para amolecer o mercado norte-americano -- que, assim como o europeu, tem normas ambientais e de segurança muito mais rigorosas que as da China.

    Aqui em Paris houve um aparente refluxo. A única marca chinesa relevante a expor seus produtos é a Brilliance, especializada em sedãs algo anódinos (e cujo modelo BS6 ficou famoso ao "bombar" num crash test europeu). Isso, apesar de gigantes do setor terem operações conjuntas com as marcas locais -- como é o caso da própria Brilliance, que tem uma aliança com a alemã BMW. A explicação parece óbvia: as montadoras européias não querem carros chineses na Europa, e sim carros europeus na China.

    Ford Edge vai custar bem caro

    O Ford Edge, crossover da marca norte-americana fabricado no Canadá, não está no Salão de Paris, mas vai estar no de São Paulo e será vendido no Brasil em seguida. O que foi apurado aqui na capital francesa, em primeira mão, é o seu preço: salgados R$ 150 mil. (por Interpress Motor, em Paris)

    Golf é a estrela da VW em Paris

    A repórter Carina Mazarotto e o cinegrafista Vinícius Zucatelli, do Carsale, mostram o melhor da Volkswagen no primeiro dia do Salão de Paris 2008. No vídeo abaixo, você pode ver a estrela da montadora alemã para esta edição, o Golf de sexta geração, que chega este mês às lojas européias com motores gasolina e diesel e traços inspirados no cupê Scirocco.


    Destaque também para o conceito que adianta como será a nova versão GTI, prevista para ganhar as ruas em 2009 com desempenho promissor: potência de 210 cavalos e velocidade máxima na casa dos 240 km/h com motor a gasolina.

    Rival do Logan chega até 2011

    O grupo PSA deve lançar no Brasil, entre 2010 e 2011, um carro para concorrer com o Renault Logan, que na Europa é comercializado sob a marca romena Dacia. O desafio da PSA, que reúne Peugeot e Citroën, é fazer um veículo mais "simples" que a média de sua gama, o que permitiria obter um preço ao consumidor mais baixo -- mas sem perder a aura de relativa sofisticação que essas marcas detêm fora da França. O novo carro (que poderá ostentar o logotipo de Peugeot ou Citroën) será fabricado na América do Sul (Brasil ou Argentina), na Ásia e na Rússia e Leste Europeu. Destinado somente a países emergentes, não será vendido na Europa ocidental. Quem disse isso tudo foi o próprio presidente da PSA, Christian Streiff, em entrevista ao jornal Le Figaro publicada nesta sexta (3).

    Enquanto isso, a Dacia comemora sua atual inserção em cerca de 50 países com o lançamento do Logan MCV, a versão perua/utilitário do conhecido sedã (veja na foto abaixo), com motor 1.5 diesel de 70 cavalos. Como disse um executivo da marca aqui em Paris, "há quatro anos a Dacia nem participava de salões". Hoje, baliza as estratégias da concorrência.

    02/10/2008 - 15h28

    Falta alma ao Kia Soul

    A Kia decorou seu estande no Salão de Paris 2008 inteirinho em função do lançamento do Soul, uma espécie de multivan (à la Renault Kangoo e Fiat Doblò) que a marca sul-coreana prefere definir como "carro de passageiros crossover urbano" -- ou, como disse um de seus executivos na apresentação à imprensa, um misto de utilitário-esportivo, MPV (multi-purpose vehicle, definição de uma multivan) e hatchback. O casal aí da foto mandou ver num som funkeado, cantando e dançando, e ajudou a levantar as capas que cobriam uma meia dúzia de unidades do Soul.

    O carro já era conhecido por meio de fotos, mas vê-lo pessoalmente foi meio decepcionante. Como dissemos, parece uma multivan comum, sem uma autêntica "pegada" de esportividade e jovialidade como apregoado pela Kia -- embora o acabamento interno tenha várias opções descoladas, como tecidos e tapetes com partes que brilham no escuro.

    Com 4,1 metros de comprimento e 2,55 metros de entreeixos, o Soul oferece bom espaço interno e linha de cintura (base das janelas) cerca de 13,5 centímetros mais alta que a média dos carros compactos, bem como um ponto H (onde fica o quadril do motorista) 12 cm mais elevado.

    As motorizações disponíveis são dois propulsores 1.6 diesel e um a gasolina, de mesma capacidade, acoplados a uma transmissão manual de cinco velocidades ou automática de quatro (esta, só para os carros a diesel). A Kia promete um consumo de pouco menos de 20 km/l. Concebido como conceito em 2006, o Soul chega às lojas européias no final deste ano, e a meta é produzir 136 mil unidades por ano numa fábrica na Coréia. Desse total, 20 mil são destinadas a "mercados em todo o mundo" -- o que pode incluir, pelo menos até a Kia inaugurar sua nova fábrica verde-amarela, o Brasil (o carro será exibido no Salão do Automóvel de São Paulo).

    C3 Picasso vem com roupa trilheira

    O Citroën C3 Picasso (leia post no blog aqui) deve ser vendido no Brasil inicialmente na versão "off-road light", ou seja, à moda de Volkswagen CrossFox e, mais especificamente, Fiat Idea Adventure. (por Interpress Motor, em Paris)

    Nissan transforma Paris em Tóquio

     

    A Nissan instalou um certo clima de Salão de Tóquio em pleno Salão de Paris 2008 ao exibir o carro-conceito Nuvu, cujo nome deve ser lido como "new view", ou "nova visão". Só por aí já dá para sacar que se trata de uma daquelas propostas futuristas de mobilidade urbana supostamente revolucionárias -- e que, em tempos de crise geral, parecem cada vez mais necessárias.

    No caso, a Nissan partiu do princípio de que os carros para a família (com cinco lugares) são utilizados com capacidade plena em, no máximo, 2% de toda sua vida útil. Na maior parte do tempo, cada carro transporta até duas pessoas (assim como no Brasil, aliás).

    Daí o Nuvu -- que mede apenas 3 metros -- ter capacidade para o motorista e mais um passageiro, no sistema 2 + 1 (há um terceiro assento, escamoteável). Descrito pela montadora como um "lugar tranqüilo no meio da selva urbana", o carrinho propõe um teto composto por painéis solares, que geraria eletricidade para acionar o motor, com emissão de poluentes zerada. Boa parte do habitáculo seria feita de materiais biológicos e/ou reciclados.

    A Nissan já anunciou a intenção de vender um carro elétrico no Japão e nos Estados Unidos em 2010, e no resto do mundo em 2012. No material de divulgação do Nuvu, avisa que ele não é o tal. Trata-se de um exercício de tecnologia e design para um futuro um pouco mais distante, mas que já é visto como inevitável.

    Renault muda tudo no Mégane

     

    A Renault mostrou nesta quinta no Salão de Paris 2008 a nova geração do Mégane, nas carrocerias hatch e cupê. Basta olhar a foto acima para ver como o carro mudou (a frente era igual à do nosso sedã). A marca do losango começa a renovação da gama substituindo primeiro o hatch quatro portas, indisponível no Brasil e seguramente um dos carros mais esquisitos a rodar na França, além do cupê, que continua sendo uma espécie de variação do dois volumes. Sob o capô, a nova geração do Mégane traz seis opções de motor: um 1.4 turbo a gasolina, capaz de entregar 130 cavalos de potência e torque de 19,4 kgfm (números semelhantes aos de motores 2.0), e cinco propulsores a diesel, que produzem de 85 a 130 cavalos. Quem quiser um carro desses, pode esperar sentado: não há data estipulada para as vendas começarem no Brasil.

    A Renault também exibe no salão parisiense o Kangoo be bop, versão espertinha da multivan; e o novo Laguna Coupé, que transforma em realidade o conceito revelado em Frankfurt em 2007. Este oferece dois motores 2.0, a gasolina e a diesel, e dois 3.5 V6, também a gasolina (240 cavalos) e a diesel (235 cavalos).

    Novo Ka europeu oferece motor a diesel

    Cláudio de Souza/UOL
    CLIQUE NA FOTO para ver mais imagens do novo Ka europeu

    O novo Ka europeu foi apresentado nesta quinta no Salão
    de Paris 2008, depois de fazer uma pré-estréia nos trailers no novo filme de
    James Bond, no qual o agente secreto dá uma de politicamente correto e usa um
    carro compacto em vez das supermáquinas gastadoras de combustível e poluidoras
    do ambiente. Também apenas em carroceria de duas portas, o Ka europeu possui um
    visual mais próximo do da geração anterior do que o novo Ka brasileiro. Para
    alguns, isso pode significar ser mais charmoso também...

    A plataforma é a mesma do Fiat 500, o que não apenas deixa os dois carros parecidos no tamanho, mas também em aspectos do habitáculo, como a posição da alavanca do câmbio. Do lado externo, o Ka europeu tem opções de personalização, com apliques que o deixam com cara mais agressiva ou mais fofinha, à escolha do comprador.

    As opções de
    motorização do Ka europeu são o propulsor 1.2 Duratec de 69 cavalos e o 1.3
    Duratorq TDCi a diesel, de 75 cavalos. Poder usar diesel de boa qualidade é uma
    vantagem dos europeus, mas o motor 1.6 do carro brasileiro certamente é mais
    capaz de garantir diversão do que os correspondentes do Velho Continente.

    C3 Picasso será feito no Brasil em 2010

     

    O carro na foto acima é o Citroën C3 Picasso, que chega às lojas da Europa em fevereiro do ano que vem -- e que será fabricado no Brasil em 2010, segundo informações ainda extra-oficiais (mas muito confiáveis). Com 4,08 metros de comprimento e um visual que parece uma mistura de Berlingo com os compactos franceses C1 e C2 (não vendidos no Brasil), o C3 Picasso vai disputar mercado com Chevrolet Meriva, Fiat Idea e até mesmo com o Honda Fit. Na Europa ele estará disponível com quatro motores, inclusive dois a diesel, mas em terras brasileiras não se deve esperar nada diferente dos conhecidos propulsores 1.4 e 1.6 já utilizados por parte da gama da PSA. Uma novidade tecnológica interessante, o sistema Stop & Start, que corta o motor durante paradas mais longas (como num sinal de trânsito), não deve fazer parte do pacote nacional do C3 Picasso. A versão de entrada começaria em cerca de R$ 50 mil.

    PS -- Alguns leitores comentaram que, de duas, uma: ou C3 Picasso é muito baixo, ou o sujeito ao lado dele na foto -- o executivo Gilles Michel -- é muito grande. Bem, o carro tem 1,62 de altura (o Michel, não sei). E, como afirmou um internauta, são 500 litros de capacidade no porta-malas.

    Salão começa sob a sombra da crise

    O Salão de Paris 2008 abriu para a imprensa nesta quinta-feira (2) em tom lúgubre. A primeira apresentação de peso foi de uma das donas da casa, a PSA, grupo que reúne Peugeot e Citroën. O presidente Christian Streiff começou seu discurso assinalando que o momento é complicado -- referindo-se, claro, à crise financeira inaugurada nos Estados Unidos -- e que os desafios impostos à indústria automotiva global são enormes. Mas reafirmou que "os carros têm futuro", porque "mostram capacidade de adaptação" às novas realidades. No caso, à escassez de petróleo, que impulsiona a busca de novas fontes de energia para fazer os carros andarem. De fato, todas as grandes montadoras afirmam estar investindo em veículos mais "verdes". Falaremos disso mais tarde. 

    01/10/2008 - 15h11

    Cruze, novo carro global da Chevrolet, será vendido no Brasil

    A Chevrolet vai vender o Cruze, seu novo carro global, no Brasil. A estréia mundial do modelo, que começa a chegar às lojas da Europa em março de 2009, aconteceu na noite desta quarta (1), em Paris, em evento da General Motors para a imprensa mundial. Trata-se de um sedã com o terceiro volume encurtado, à moda do Honda Civic, e que visto de perfil lembra um pouco os modelos BMW mais recentes, devido principalmente à inserção das lanternas traseiras. A confirmação da comercialização do Cruze no Brasil foi feita em primeira mão a UOL Carros pelo vice-presidente mundial de design da General Motors, Ed Welburn. Ele só não deu a data. E, pelo porte do Cruze, provavelmente o Vectra brasileiro está com os dias contados.

    Na foto abaixo, o que mais chama a atenção é o conjunto óptico bem afilado e fluido, além do desenho da grade dianteira, um pouco mais agressiva que a dos demais modelos da Chevrolet:

    Divulgação

    Mais sobre o Cruze e as outras novidades da Chevrolet você encontra em reportagens de UOL Carros e Interpress Motor, diretamente de Paris.

    A mão visível de Bush

    O assunto não tem a ver diretamente com o Salão de Paris, mas o pacote camarada de George W. Bush para tirar da lama General Motors, Ford e Chrysler (que no Brasil vão muito bem, obrigado, mas tropeçam feio nos Estados Unidos), merece um comentário.

    É simples: do mesmo modo que não existe o socialismo perfeito, o capitalismo puro, no qual o mercado resolve 100% dos problemas, é também uma balela. E esconde um truque: no estágio atual, a quebra de megaempresas como General Motors, Ford e (em menor escala) Chrysler, que puxam uma cadeia produtiva complexa, geraria uma catástrofe econômica de proporções difíceis de imaginar. Quantos milhões de pessoas, em todo o mundo, sobrevivem direta ou indiretamente dos produtos dessas três montadoras? Como isso afetaria as operações de GM e Ford no Brasil?

    Não se trata aqui de passar a mão na cabeça das montadoras e chamá-las de coitadinhas. Muito menos de apoiar qualquer medida de Bush. É só uma questão de constatar o óbvio: o grande trunfo das megaempresas sob o atual capitalismo é que todas se transformaram em "essenciais" -- ao menos para o sistema como o conhecemos. E mesmo que produzam algo tão polêmico quanto veículos automotores.

    Mais um parceiro no salão: lugar de carro é na Internet

    Cobertura automotiva na Internet é coisa muito séria. A prova disso é que estão aqui em Paris, de forma independente (ou seja, com recursos próprios, e não a convite de montadoras ou associações), não só UOL Carros, como também nossos parceiros Interpress Motor e -- meio de última hora, mas sempre bem-vindo -- Carsale. Esse nada barato esforço jornalístico para acompanhar o salão do automóvel parisiense é reflexo direto de uma realidade muito clara: a maioria das pessoas que se informa sobre carros, hoje em dia, o faz na Web.

    30/09/2008 - 14h58

    Caso você venha a Paris, já tem o que fazer

    Se você já está em Paris ou vem para cá nos próximos dias, é nossa obrigação (profissional e moral) incitá-lo (sim, mais que simplesmente convidá-lo) a conhecer o salão do automóvel que é o maior do mundo em número de visitantes. Confira algumas dicas para quem topar a viagem. (por Interpress Motor, em Paris)

    Chegando de "vélo" para ver os carros

    O Salão de Paris 2008 abre para a imprensa na próxima quinta (2/10) e para o público em geral no sábado, mas pelo menos em um dos dois pavilhões em que acontece o evento, em Porte de Versailles, há um frenesi de operários trabalhando para que tudo fique pronto a tempo. Não é porque aqui é Europa que as coisas não são feitas em cima da hora...

    Mas é porque aqui é Europa que o politicamente correto impera. O visitante que chegar ao salão vai se deparar com a cena abaixo:



    São as bicicletas de aluguel, disponibilizadas pela prefeitura de Paris (comandada por um socialista assumidamente gay, Bertrand Delanoë) a preços módicos. Basta passar um cartão no dispositivo para que a "máquina" seja liberada. O ciclista a utiliza e depois a devolve num ponto semelhante a esse. Claro, pedalar numa cidade plana como Paris é moleza. Na São Paulo das ladeiras a conversa é outra...

    E, ainda do lado de fora dos pavilhões, mais um exemplo de consciência leve. Um cartaz apregoa as vantagens de dirigir sem correr:

     

    O texto diz: "dirigir menos rápido = menos acidentes = menos CO2 = menos gastos". Agora, é de se notar a sutileza do emprego de "menos rápido", e não "mais devagar". Pudera: para dentro dessa grade, a conversa muitas vezes vai começar em 200 cavalos... Mas pelo menos o governo francês -- responsável pela mensagem -- está tentando fazer a sua parte.

    PS - Prometemos começar a blogar a partir de Paris apenas no dia 1º, mas não resistimos e fizemos a estréia hoje. A cobertura dos lançamentos e conceitos do salão fica mesmo para o dia 2.

    29/09/2008 - 12h09

    À Dacia o que é da Dacia

    Na França, Renault é Renault, Dacia (subsidiária romena da marca) é Dacia. Na butique automotiva da Champs Elysées mantida pela Renault, a nova geração do Mégane ainda é um "segredo", mas os nossos Sandero e Logan, já com face-lift, estão lá. Só que com o logotipo da Dacia na grade... (por Interpress Motor, de Paris) 

    Volks mostra novo Golf GTI como conceito

    A Volkswagen vai mostrar no Salão de Paris, que abre para a imprensa na próxima quinta-feira (2), a versão esportiva do novo Golf, a GTI. Com o motor 2.0 turbo ligeiramente "mexido", o compacto chega a 211 cavalos de potência e a 239 km/h de máxima. (por Interpress Motor, em Paris)

    26/09/2008 - 20h18

    O banner oficial do Salão de Paris



    Reproduzimos a imagem acima apenas para constar, mas não deixa de ser curiosa a escolha, como imagem-símbolo do Salão de Paris, de uma vista noturna que simplesmente não existe desse jeito (a cidade só tem prédios assim fora do centro, a vários quilômetros da torre Eiffel), e que, observada de relance, pode muito bem passar por uma paisagem qualquer dos Estados Unidos, ou mesmo por São Paulo... E essa confusão, convenhamos, a gloriosamente bela capital da França não merece, certo?

    E atenção, as datas exibidas acima são as de visitação do público ao salão. A imprensa terá dois dias, 2 e 3 de outubro, para trabalhar lá dentro com o mínimo de paz. Os posts de UOL Carros a partir de Paris começam no dia 1º.

    Evento parisiense tem 110 anos e já recebeu 1,43 milhão numa única edição

    Um bom panorama do Salão de Paris de 2008 está na reportagem da agência Auto Press sobre o evento. Além dos carros e conceitos, o texto destaca algumas curiosidades históricas. Confira:

  • O salão, cujo nome original é Mondial de l'Automobile, será aberto ao público oficialmente no dia 4 de outubro, no Paris Expo Porte de Versailles, e acontecerá até 19 de outubro. Este ano, reunirá mais de 300 fabricantes de 23 países diferentes;

  • O Salão de Paris é um dos mais antigos do mundo: a primeira edição do evento ocorreu em 1898, ou seja, há 110 anos!

  • A feira automotiva parisiense detém o título de maior público da história dos salões internacionais, com a visitação de 1,43 milhão no evento de 2006. Naquele ano também foi registrada a maior cobertura jornalística entre todos os motorshows, com 11 mil profissionais;

  • Esta será a 77ª edição do Salão de Paris, que, atualmente, é bienal e faz uma espécie de revezamento com o Salão de Frankfurt, na Alemanha, que acontece nos anos ímpares e ocupa a maior área entre todos os eventos do gênero.

    PARCEIRO LÁ
    O site Interpress Motor, assim como nós em UOL Carros, já esquenta os motores para a cobertura do evento na capital francesa. E também assim como nós, o parceiro estará em Paris de forma independente, e não a convite de montadoras ou associações.
  • 24/09/2008 - 12h37

    Atrações do salão em vídeo



    A cobertura especial de UOL Carros do Salão de Paris 2008 inclui também vídeos de apresentação dos lançamentos e carros-conceito do evento. Para não ficarmos falando só de modelos das montadoras francesas, colocamos aí em cima as imagens de um protótipo da alemã Mercedes-Benz, o qual provavelmente antecipa as linhas da nova Classe E. Serve como aperitivo visual para o que vem por aí!

    23/09/2008 - 21h11

    Santo de casa faz milagre

     

    Imagens falam mais que palavras. O álbum com uma ligeira prévia do que haverá de mais interessante no Salão de Paris 2008 é prova disso. Na foto acima você já vê o Citroën C3 Picasso, versão minivan do compacto, aqui apresentada em preto, cor inusual para um lançamento. Não é apenas a carroceria diferente que chama a atenção nesse carro. O conjunto óptico -- uma jóia de design -- e a grade mais próxima do solo conseguiram dar uma cara esportiva a um modelo que originalmente é bem pacato.

    A cobertura do Salão de Paris, direto da capital francesa, começa aqui em UOL Carros em 1º de outubro. Fique ligado!

    22/09/2008 - 10h25

    UOL Carros no salão parisiense a partir de 1/10

    Começa em 4 de outubro o Salão de Paris 2008. Trata-se do evento-gêmeo do maior salão automotivo do mundo, o de Frankfurt, que acontece nos anos ímpares. O da capital francesa, cujo nome oficial é Mondial de l'Automobile, fica com os anos pares (na foto ao lado, público lota o salão de 2006). As grandes estrelas de cada evento costumam ser as montadoras "de casa". No salão alemão, Audi, BMW e Mercedes-Benz têm os maiores estandes (em 2007 as duas últimas montaram pavilhões individuais); em Detroit (EUA) as grandes anfitriãs são General Motors, Ford e Chrysler, enquanto muitas marcas européias nem se dão ao trabalho de cruzar o Atlântico.

    Em Paris, espera-se bastante da Renault e do grupo PSA (Peugeot Citroën). A primeira mostra ao público a nova geração do  Mégane, enquanto a segunda deve ter como grande atração o C3 na versão Picasso. Para os brasileiros que gostam de carro, talvez a maior expectativa seja mesmo pelo novo Volkswagen Golf, de linhas inspiradas no cupê Scirocco. Será que o Brasil, cujo Golf já é defasado em relação ao da Europa, vai recebê-lo?

    O Salão de Paris 2008 também deve retomar, ao menos em parte, o debate "verde" iniciado no ano passado em Frankfurt, quando as principais montadoras, hipocritamente ou não, fizeram de tudo para mostrar que têm amor pelo meio ambiente desde criancinhas. Com a atual crise energética e financeira nos EUA, a qual levou ao declínio das vendas de SUVs e picapes naquele país (no Brasil elas ascendem), e o anúncio de que a GM quer o híbrido elétrico Volt circulando nas ruas já em 2010, o tema volta à pauta revigorado. É muito menos divertido tratar dele do que da potência do motor de um superesportivo -- mas é necessário.

    A partir do dia 1º de outubro, UOL Carros estará em Paris para cobrir o salão, que vai até o dia 19. O site parceiro Interpress Motor estará lá conosco para ajudar numa cobertura que, somente no primeiro dia aberto à imprensa (2/10), terá quase 40 entrevistas coletivas com representantes de montadoras (são cerca de 500 expositores). Este blog vai concentrar as informações em tempo real, postadas diretamente dos pavilhões do evento; haverá também reportagens no formato tradicional, publicadas em UOL Carros, bem como fotos e vídeos dos principais lançamentos.

    Ver mensagens anteriores: 01/10/2008 a 31/10/2008 01/09/2008 a 30/09/2008